16 de maio de 2012

Pai volta de missão militar e vê filho com paralisia cerebral andar pela primeira vez



Histórias de militares que voltam para casa depois de meses são geralmente comoventes. Mas essa nova história tem um quê especial. Quando o homem do vídeo abaixo partiu em serviço militar, seu filho de 6 anos não podia andar sozinho, pois sofre de paralisia cerebral. De acordo com a mãe da criança, Melissa, na descrição do vídeo no YouTube, os médicos sempre disseram que o menino nunca seria capaz de se locomover. Mas, enquanto o pai estava fora, Michael aprendeu a andar. A novidade, porém, foi mantida em segredo até que o militar voltasse. Imagine agora – ou melhor, assista – a emoção do homem ao ver o filho andar pela primeira vez. O vídeo foi publicado há menos de uma semana e já foi visto quase 1,5 milhão de vezes.
Assista também:

4 de maio de 2012

Vereador se revolta com descaso aos deficientes em Guarujá



O vereador guarujaense Gilberto Benzi (PDT) se mostrou, esta semana, revoltado com o descaso denunciado em reportagem do Diário do Litoral, no último dia 13, dando conta de que o Programa Praia Acessível, desenvolvido pelo Governo do Estado, não estaria sendo aplicado na Cidade.
Guarujá recebeu cadeiras anfíbias para proporcionar o acesso de pessoas com necessidades especiais ou com limitações físicas ao mar. Porém, no feriado de Carnaval, a reportagem voltou a constatar que os equipamentos não vêm sendo disponibilizados, frustrando dezenas de pessoas.
“Nunca mais eu vi as cadeiras. Muitas pessoas vêm aqui no meu carrinho e pergunta. Acho isso uma sacanagem com quem vem de outra cidade sonhando em tomar banho de mar. Para alguns deficientes, essa oportunidade pode ocorrer uma vez na vida”, afirmou um ambulante.
Ontem, a rampa para deficientes ao lado do Shopping La Plage, que servia de acesso à praia e, no seu final, abrigava as cadeiras, estava sendo usada por todo mundo, menos pelos deficientes físicos.
Segundo Benzi, não é a primeira vez que a imprensa noticiou o descaso com o programa. Em dezembro de 2010, outro jornal também havia apontado falhas, sendo que, na época, a Prefeitura prometeu ampliar o programa para mais três praias: Astúrias, Enseada e Pernambuco.
O vereador lembra que, logo após a reportagem negativa, a Prefeitura de Guarujá lançou o programa numa solenidade que contou com a participação de várias autoridades. Porém, o que foi alardeado como momento histórico em termos de acessibilidade, se tornou frustração. “É quase nula a publicidade e a divulgação do programa, tanto na Praia das Pitangueiras, como também na propaganda oficial”, afirma o vereador.
Entre os questionamentos apontados por Benzi estão informações sobre a responsabilidade do programa na cidade; a quantidade de cadeiras que foram doadas; o número de pessoas atendidas, tanto em 2011 como em 2012, e se a prefeitura vem fazendo gestões buscando angariar voluntários para o programa. Quanto a esse último tema, Benzi reforça:
“Existem cidades que o programa funciona com excelência. Um exemplo é nossa vizinha Bertioga, onde a sociedade organizada, a exemplo do Rotary, Lions e Loja Maçônica, participa com voluntários, que são os facilitadores (pessoas treinadas que empurram as cadeiras). Por se tratar de algo humano, acho que esse é o caminho”, ponderou o vereador.

Acessibilidade zero
Conforme reportagem do último dia 13, a Praia das Pitangueiras é uma das praias mais frequentadas do Guarujá e da região. Mas nem todo mundo consegue aproveitar tanta beleza como deveria. Os deficientes físicos se limitam a ficar na areia, ou então, a ficar em casa, já que as cadeiras anfíbias destinadas a eles  não estão sendo usadas com tanta frequência. Mais precisamente, duas vezes.
A Prefeitura havia informado que o programa Praia Acessível, no Município, está passando por uma readequação e a previsão de operação era para a segunda quinzena de fevereiro. Porém, em pleno feriadão de Carnaval, os deficientes continuaram a sonhar com o mar.  
O secretário-adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antônio Pellegrini, havia explicado que as prefeituras são responsáveis pelo funcionamento e pelas atividades para uso da cadeira anfíbia.
“Ao final de cada temporada, as cidades encaminham à secretaria um relatório informando como funcionou o programa e quantas pessoas utilizaram as cadeiras”, explica. O secretário afirmou ainda que a Prefeitura do Guarujá estaria trocando de equipe.

Outras Cidades
O programa Praia Acessível foi lançado em 2010 com o objetivo de oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança. O Estado fornece as cadeiras e o município fica responsável pelas equipes de suporte do programa.
Em dezembro, mais 68 cadeiras foram cedidas aos municípios de Guarujá, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba, e somadas as 70 já distribuídas em Santos, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, São Sebastião, Ilha Comprida e Ilhabela.
As prefeituras da Região Metropolitana da Baixada Santista foram procuradas para informar como o programa está seguindo em suas cidades.
A praia do Boqueirão, em Santos, é o ponto de acesso para deficientes físicos. Ao lado do canal 3 há uma plataforma de madeira usada como caminho para as cadeiras anfíbias. Ao contrário de Guarujá, o ponto é sinalizado e, segundo quiosqueiros do local, o programa é colocado em prática todos os fins de semana e feriados.
Em Itanhaém, dez cadeiras de rodas anfíbias garantirão o acesso das pessoas com deficiência à praia, mas precisamente na Praia do Sonho. Mas para iniciar o programa, a Prefeitura aguarda a liberação de recursos, para que seja realizada a licitação para a compra de tendas e esteiras de acesso até a água.
Já em Mongaguá, a Prefeitura respondeu que o projeto está em processo de implantação. As prefeituras de Bertioga e Praia Grande receberem cadeiras, mas não responderam até o fechamento desta edição.
As cidades de São Vicente e Peruíbe não receberam o projeto nesta temporada. A Prefeitura de São Vicente informou que pretende implantar projeto em parceria com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comdef). Assim, poderá contar com pessoal especializado, material compatível e, mais importante, envolvimento do segmento que vai utilizar o serviço.
Em Peruíbe, a prefeita Milena Bargieri dá exemplo de responsabilidade. “Investimos em acessibilidade nas escolas e nos prédios públicos. Mas. infelizmente, não temos condições de manter o projeto na Cidade. Primeiro, queremos nos estruturar. Não adianta querer implantar o projeto só para dizer que a Cidade tem, se eu não tiver estrutura para isso”.

Conferência irá discutir políticas para deficientes em Boituva, SP


30/04/2012 11h03 - Atualizado em 30/04/2012 11h03


A conferência será no próximo 12 de maio.
Haverá palestras e apresentações.

Do G1 Itapetininga e Região
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No próximo 12 de maio será realizada a 1ª Conferência Municipal de Política para os Deficientes em Boituva (SP). O evento ocorrerá a partir das 8h no Centro Municipal de Eventos. De acordo o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência e Secretaria Municipal de Ação Social e Cidadania, o objetivo é discutir e elaborar propostas de políticas públicas focando a inclusão social, a saúde, a educação, a segurança e o fortalecimento da autonomia das pessoas com deficiência.
O tema da 1ª Conferência será “Um olhar através da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Novas Perspectivas e Desafios". O evento é aberto para toda a população.
Durante o evento haverá palestras com os seguintes temas Educação, Esporte, Trabalho e reabilitação profissional; Acessibilidade, comunicação, transporte e moradia; Saúde, prevenção, reabilitação, órteses e próteses; Segurança, acesso a justiça, padrão de vida e proteção social adequados. Além das palestras, haverá apresentações da APAE de Boituva e Tatuí.
O Centro Municipal de Eventos “Francisco Gianotti” fica na avenida Pereira Ignácio, s/nº, no Centro.

Fonte G1

Centro britânico para tratamento de veteranos da Guerra deu origem a Paraolimpíada


Médico alemão que chefiava instituto teve ideia de realizar Jogos como parte de programa de reabilitação.
30 de abril de 2012 | 6h 30.....


Apesar de Londres estar realizando a sua terceira Olimpíada agora em julho, no final de agosto a cidade estará recebendo os atletas para a primeira Paraolimpíada de sua história.
Mesmo assim, a realização do evento em solo britânico tem um sabor de retorno às raízes. Muitos talvez ainda não saibam, mas os Jogos Paraolímpicos nasceram em uma pequena cidade no interior da Inglaterra, pouco após a Segunda Guerra Mundial.
O vilarejo de Stoke Mandeville, no oeste de Londres, se orgulha de ter organizado a primeira Paraolimpíada - os Jogos voltados para atletas portadores de necessidades especiais - da história mundial.
A competição brotou da cabeça de um médico alemão que chefiava um centro de tratamento de veteranos da Guerra na cidade. Ele teve a ideia de usar o esporte para a reabilitação de seus pacientes.
A história de um sonho
Em 1939, Guttman chegou a Oxford, na Inglaterra. Ele vinha da cidade de Wroclaw, localizada na província alemã da Baixa Silésia.
Na cidade, ele começou a realizar pesquisas no departamento de neurocirurgia de Nuffield, mas logo o governo britânico lhe fez uma proposta tentadora: chefiar o recém-criado Departamento Nacional de Lesões da Medula Espinhal em Stoke Mandeville.
Guttman não só aceitou o novo posto, como encontrou uma alternativa para atenuar o sofrimento de seus pacientes: o esporte.
"Ele se deu conta de que o esporte poderia ser algo mais do que simplesmente um método de reabilitação", afirmou Dot Tussler, que trabalhou no departamento de fisioterapia do hospital durante 30 anos.
Guttman descobriu que seus pacientes, em sua maioria veteranos da Segunda Guerra, mantinham uma disciplina física que podia ajudá-los em sua recuperação.
Nos terrenos adjacentes ao hospital, ele começou a organizar atividades físicas, que levaram aos primeiros Jogos de Stoke Mandeville, realizados em 1948, coincidindo com os Jogos Olímpicos do mesmo ano, em Londres.
Seis anos depois, uma delegação de atletas holandeses viajou ao pequeno povoado para participar da competição, e, finalmente, em 1960, o movimento ganhou relevância internacional, quando Guttman levou para Roma o que agora passou a ser chamado de Jogos Paralímpicos.
"É inacreditável, mas tudo isso é o resultado da visão de um único homem", disse Martin, que participou dos Jogos de 1984.
Naquele ano, Stoke Mandeville co-sediou o evento, juntamente com Nova York, nos Estados Unidos.
Inspiração
Entre os atletas que começaram sua carreira esportiva em Stoke Mandeville está Tanni Grey-Thompson, uma das atletas paralímpicas mais premiados da Grã-Bretanha - ela competiu em cinco Jogos e ganhou 11 medalhas de ouro, 4 prata e uma de bronze.
Sua primeira lembrança do estádio é aos 12 anos, "quando todos nós fomos pernoitar nos dormitórios do estádio; algo fantástico", diz.
Ao longo de sua carreira, ele já competiu muitas vezes no local, e continua a passar muito tempo no estádio, que qualifica como "inspirador".
"Para muitas pessoas do Movimento Paralímpico, Stoke Mandeville está gravado em seus corações", afirma Martin.
Tal como aconteceu com os veteranos da Segunda Guerra Mundial, que acreditavam que sua vida tinha acabado, Martin acredita que o esporte possa servir de inspiração para jovens deficientes ao revelar uma imagem dos portadores de necessidades especiais contrária ao estereótipo.
"Mais uma vez, os jogos nos dão a oportunidade de mudar as coisas, e oferecer uma imagem positiva de pessoas com necessidades especiais", diz.
Mas se, em 1948, os Jogos contaram com apenas 16 atletas competindo em uma única modalidade (tiro com arco), dessa vez, mais de mil são esperados para competir em 21 modalidades. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

Fonte BBc

Deficientes relatam dificuldades e desafios em relacionamentos amorosos



Atualizado em  4 de abril, 2012 - 06:10 (Brasília) 09:10 GMT
Participantes do programa 'The Undateables''
Programa fala sobre barreiras que deficientes enfrentam em vida amorosa
As dificuldades e desafios enfrentados por deficientes quando o assunto é namoro são tema de uma série transmitida pela TV britânica nesta semana.
Em diversos relatos, deficientes físicos e mentais contam as barreiras que têm de superar para conquistar uma vida amorosa bem-sucedida.
Adrian Higginbotham, de 37 anos, conta que para ele, que é cego, as dificuldades começam no primeiro contato, o ponto de partida para qualquer relacionamento.
"Você não pode entrar em uma sala de modo casual e dar aquela olhada. Você não pode sorrir para alguém que você já viu duas vezes anteriormente passando pela rua", diz Higginbotham.
Com um título provocante, o programa "The Undateables" (que poderia ser traduzido como "Os Inamoráveis") conta histórias como a de Higginbotham e virou alvo de discussões acaloradas nas redes sociais principalmente por conta do título.
O programa mostra ainda uma agência de namoros especializada em pessoas com dificuldade de aprendizagem, a "Stars in the Sky", que assegura que seus clientes cheguem seguros ao local do encontro e os ajuda a encontrar "a pessoa certa".
A agência diz já ter organizado mais de 180 encontros desde 2005, com um saldo de um casamento, uma união entre pessoas do mesmo sexo, três noivados e 15 relacionamentos sérios.

Reações

O programa mostra que, apesar de muitos deficientes estarem casados e felizes ou não terem dificuldades para namorar, outros enfrentam uma gama variada de reações e, às vezes, atitudes estranhas, principalmente quando o par não sofre de deficiência.
Adrian Higginbotham
Adrian Higginbotham diz que para ele, que é cego, dificuldades começam no primeiro contato
Lisa Jenkins, de 38 anos, relata sua experiência em um encontro com um amigo de um amigo que não sabia que ela tinha paralisia cerebral.
"Nós entramos em um bar e ele imediatamente desceu os degraus diante de nós. Eu tentei descer, mas simplesmente não consegui. Não havia corrimão", conta.
Quando seu acompanhante perguntou se algo estava errado, Jenkins teve de contar sobre sua paralisia cerebral.
"Eu podia ver a mudança em seu rosto. Ele ficou instantaneamente menos atraído por mim", diz.
"Eu já tive homens que se sentiam atraídos por mim, mas achavam que havia algo de errado com eles por isso."
Jenkins conta que já chegou a ouvir de um potencial pretendente que ele "sempre teve interesse por sexo bizarro".
Em uma sondagem feita em 2008 pelo jornal britânico The Observer, 70% dos entrevistados disseram que não fariam sexo com um deficiente.
Shannon Murray, uma modelo na casa dos 30 anos, há 20 em uma cadeira de rodas, conta que, quando era adolescente, alguns rapazes lhe ofereciam uma bebida e em seguida perguntavam se ela ainda podia fazer sexo.

Internet

O programa discute também a era dos encontros pela internet e um novo dilema surgido com ela: um deficiente deve revelar sua condição imediatamente ou esperar que as pessoas o conheçam melhor antes de contar sobre sua deficiência.
Lisa Jenkins
Lisa Jenkins fala sobre encontro com homem que não sabia que ela tinha paralisia cerebral
Murray – que tem sempre em seu telefone uma lista de bares e restaurantes com acesso fácil para cadeiras de rodas, com medo de parecer pouco independente em um primeiro encontro – diz que já fez os dois.
Ela conta que em apenas uma ocasião um pretendente resolveu abandonar a relação após descobrir que ela era deficiente.
Murray diz que tentou também a abordagem oposta, colocando em um site de relacionamentos comum uma foto em que sua cadeira de rodas era bem visível e uma frase bem-humorada, dizendo que, se o interesse da pessoa era escalar o Everest, ela não poderia ir junto, mas ficaria no campo base e tentaria manter a barraca aquecida.
"Esperava que, revelando minha deficiência assim, no início, geraria menos interesse, mas acabei recebendo mais respostas do que quando escondia a cadeira. Fiquei entre as cinco mulheres que receberam mais atenção no site naquela semana", conta.

Fonte: BBC Brasil - Noticias
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